Cartões Perfurados · curiosidades
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Curiosidades sobre os cartões perfurados

Como os computadores liam papel

Antes do disco rígido e da nuvem, a informação era guardada como furos em cartões de papel.

80

colunas

O cartão padrão da IBM tinha 80 colunas. Cada coluna guardava 1 caractere, então cabiam até 80 caracteres por cartão.

1 / 0

binário de papel

O furo deixava o sinal passar e fechava o circuito: 1. O papel bloqueava o sinal: 0.

1.000+

cartões por minuto

Nos anos 1950 e 60, as leitoras mecânicas passavam mais de mil cartões por minuto para dentro dos computadores.

Do tear às urnas

Quase dois séculos de história

Da automação dos teares até as eleições americanas.

O começo

  1. 1804
    Tear de Jacquard

    Bouchon (1725) e Falcon (1728) já usavam papel furado nos teares. Jacquard encadeou os cartões e automatizou o desenho do tecido: furos dando instruções a uma máquina.

  2. 1890
    Censo dos EUA

    Herman Hollerith usou cartões para contar a população. A apuração caiu de cerca de 8 anos para cerca de 1, e a empresa dele deu origem à IBM.

O fim

  1. Anos 80
    Informática

    Universidades e centros de cálculo usavam cartões para programas em Fortran e dados. Monitores, disquetes e discos rígidos os deixaram obsoletos.

  2. 2000
    Urnas de votação

    Sobreviveram nas urnas Votomatic dos EUA e ficaram famosos na eleição presidencial polêmica da Flórida, em 2000. Foram aposentados logo depois.

A herança do cartão

Do cartão perfurado ao pixel

Os primeiros monitores vieram para substituir o papel, mas herdaram os padrões dele.

1

Fim do ciclo lento

Um erro obrigava a refazer cartões e esperar horas na fila. Os primeiros terminais de vídeo (glass TTY) permitiram escrever e corrigir o código na tela antes de mandar ao computador.

2

O padrão de 80 colunas

Terminais de texto e o DOS usavam 80 caracteres por linha, herança direta das 80 colunas do cartão IBM de 1928.

3

Furos e pixels

A lógica é a mesma: no cartão, furo (1) ou papel (0). Na tela, pixel aceso (1) ou apagado (0).

IBM 80 colunas · 1928

Anatomia do cartão

Padrão criado a partir do trabalho de Hollerith e aperfeiçoado pela IBM em 1928.

topo

Linhas de zona: 12, 11 e 0

Ficam na parte de cima. Combinadas com um número, formam letras e símbolos.

embaixo

Linhas numéricas: 1 a 9

Um furo sozinho numa dessas linhas representa o próprio número.

canto

Canto cortado

O corte na diagonal do canto superior esquerdo mostrava se algum cartão estava virado no maço.

Código Hollerith

Como uma letra vira furos

Escolha um caractere e veja onde a coluna é perfurada.

A

Ontem e hoje

A revolução da memória

Quanto espaço os mesmos dados ocupavam antes e agora.

ontem

Galpões de cartões

62.500

cartões no programa do sistema SAGE (anos 1950): cerca de 5 MB, 140 kg de papel e 11 metros de altura empilhados.

Arquivos de censos e grandes empresas passavam de 100 milhões de cartões e ocupavam galpões inteiros.

hoje

Um pen drive

8 GB

Um pen drive de 8 GB guarda o mesmo que 100 milhões de cartões (8 bilhões de caracteres ÷ 80 por cartão). Um galpão inteiro cabe no bolso.

Perfuradora IBM 029

Perfure o seu cartão

Digite um texto e veja os furos aparecerem. Depois mande a leitora ler.

Aceita letras, números e espaço. No celular, arraste o cartão para o lado.

Leitora: